Banco dos BRICS, uma outra ordem à vista

By anacao - Last updated: Wednesday, July 16, 2014

Uma outra ordem acaba de ser implantada no Brasil, dia 15 de julho. Os BRICS, que são Brasil, Russia, China, Índia e Africa do Sul se reuniram, por seus chefes de Estado, e decidiram pela criação de um Banco de Desenvolvimento e Apoio com capital inicial de mais de 100 bilhões de dólares.

A excelente iniciativa marca mais uma vez a possibilidade de vermos uma alternativa a atual esfacelada Europa, que praticou a austeridade e desemprego sem resultados. Foi o mesmo plano desastroso que o Brasil foi submetido entre 1995 a 2002.

Os países em desenvolvimento que mantém relativa autonomia mundial, não mais se submetem a autoridade de organismos que só fazem desastres por onde passam, como FMI e suas receitas para destruir países e manter a dependência. Diversos organismos internacionais, com seus planos de austeridade para o povo e sempre somente para o povo não passam mais despercebidos para esse mesmo povo.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/governo/2014/07/banco-internacional-dos-brics-e-criado

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Neoliberais e sua vontade de falir a Europa

By anacao - Last updated: Thursday, May 22, 2014

O patético neoliberalismo da Comissão Europeia

Um dos personagens mais patéticos, no cenário político europeu, é Olli Rehn, porta-voz máximo do neoliberalismo na CE: Reproduz, acriticamente, as suas receitas, que levaram a Espanha ao desastre e continua, hoje ainda, a insistir na necessidade das políticas de austeridade.

patetico

Um dos personagens mais patéticos (e não há outra forma de o definir), no cenário político europeu, é Olli Rehn (a partir de agora, OR), Comissário dos Assuntos Económicos e Monetários da União Europeia e porta-voz máximo do neoliberalismo, na Comissão Europeia. Reproduz, acriticamente, as suas receitas, que levaram a Espanha ao desastre e continua, hoje ainda, a insistir na necessidade das políticas de austeridade, afirmando que estão a dar frutos, pois a Espanha está a sair da crise. Esta posição é amplamente partilhada pela Troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), mesmo quando o FMI parece distanciar-se de dita posição. Mas OR é um dos dogmáticos da fé neoliberal, totalmente impermeável à evidência presente dos dados, que não confirmam o seu credo.

Foram três as políticas públicas que OR mais promoveu para Espanha. Uma é a da redução e eliminação do défice público, pois a Espanha, segundo ele, deve comportar-se como uma família, que não pode gastar mais do que o que tem, apresentando o défice público como causa da crise. O que é extraordinário é que este personagem (assim como muitos dos analistas económicos defensores deste dogma, amplamente promovidos nos media, tanto na Catalunha, como no resto da Espanha) esteja, constantemente, a sublinhar que o elevado défice público espanhol é a causa da crise económica atual, em Espanha. A não ser que o défice público baixe e seja eliminado, a Espanha – segundo OR – não sairá da grande depressão (em Espanha, falar de recessão é, claramente, insuficiente para definir a situação económica). E os jornalistas que o entrevistam tomam nota e publicam esta explicação da crise, sem nunca fazer, ao Senhor OR, a pergunta óbvia: dado que Espanha tinha um superavit e não um défice quando a crise se iniciou, como pode o Senhor dizer que a causa da crise é o défice público, quando a Espanha estava com superavit? O facto de os jornalistas não lhe fazerem esta pergunta, tão óbvia, é sinal de que os jornalistas deste país parecem não entender os indicadores económicos.

Na realidade, todos os dados mostram que foi a crise que criou o défice público e não o contrário. O enorme desemprego, criado, em parte, pelas políticas de austeridade e cortes na despesa pública, foi o que criou um abrandamento da procura e do crescimento económico, causa da dramática redução das receitas do Estado (consequência de que a grande maioria dos impostos, em Espanha, se baseia nos rendimentos do trabalho e muito pouco nos do capital). Foi isso que fez disparar o défice público. A combinação de cortes na despesa pública com a redução das receitas do Estado, resultado, entre outros fatores, do desemprego (26% da população ativa), foi o que causou o disparar do défice público. Os dados que apoiam esta interpretação estão aí para quem quiser ver. Dizer, como OR continua a dizer, que o elevado défice público foi o que causou a crise é mais do que uma frivolidade. É uma falsidade, que não pode ser atribuída à ignorância. Mas, o que é igualmente censurável é o silêncio dos media, resultado da sua enorme docilidade para com o poder.

O outro erro (que, de novo, poderia definir-se como falsidade) é a afirmação de que o Estado é como uma família, que toda a gente sabe que não pode gastar mais do que recebe. OR sublinha isto, continuamente, e fica com a mesma cara. O diário digital “Nada es gratis”, de Fedea, a plataforma do grande capital, cuja ideologia é o neoliberalismo, repete também, constantemente, esta frase. Pelos vistos, a família Rehn deve ser multimilionária e compra tudo a pronto (seja uma casa ou um carro). Mas, a maioria das famílias endivida-se, isto é, a economia familiar funciona com base no crédito. E o mesmo se passa com os Estados, que têm de pedir dinheiro emprestado para educar os nossos filhos e netos, para investir em infraestruturas, que também os beneficiarão e um longo etc.

Mas há um outro problema na homologação das famílias com os Estados, que, pelos vistos, OR desconhece. O Estado pode ter o que uma família não pode ter. Quer dizer, pode ter um banco central, que imprima dinheiro e ajude a que os juros que tem de pagar pelos seus títulos de dívida pública não sejam mais elevados do que aquilo que o Estado pode pagar. Os bancos centrais podem comprar dívida pública e, com isso, forçar os juros a baixar. As famílias não têm esta possibilidade. Mas, o que OR parece desconhecer é que, na UE, os Estados nem sequer têm bancos centrais que os possam ajudar. E aí está o problema, que os Estados são muito vulneráveis à especulação dos mercados financeiros, pois não estão protegidos pelo Banco Central Europeu, que, como já disse muitas vezes, não é um banco central, mas um lóbi da banca. Daí que a Espanha tenha tido que pagar uma quantia elevadíssima de juros para obter dinheiro da banca privada. E o Sr. OR foi um dos que apoiaram este sistema. E, agora, tem a ousadia de dizer que o Estado tem uma dívida pública demasiado elevada e um défice público demasiado elevado e que daí surja o problema de não poder conseguir empréstimos a juros razoáveis, pois os famosos mercados financeiros não confiam nos Estados.

A nula credibilidade desta posição apareceu claramente quando o Sr. Draghi, com uma só frase (indicando que compraria dívida pública), provocou uma descida dos juros que o Estado espanhol pagava, de forma automática e significativa. Se o BCE tivesse dito e feito isto, inicialmente, a recessão não teria ocorrido como ocorreu. Isto é, novamente, óbvio. Mas, os jornalistas nunca lhe fizeram esta observação.

Outra frivolidade deste personagem é a sua outra proposta para sair da crise: a redução dos salários para tornar a economia mais competitiva. Outro dogma neoliberal. É interessante que o Sr. OR nunca (repito, nunca) tenha sugerido baixar os lucros empresariais (pois, segundo os livros de economia, os lucros fazem parte, também, dos custos de produção e, portanto, os preços poderiam, igualmente, baixar, mediante a redução dos lucros). Na realidade, à medida que os salários têm descido, os lucros têm aumentado. Então, por que não reduzir os lucros? Isso não está no cenário do Sr. OR. Quando fala de sacrifícios, supõe-se que só os trabalhadores têm de os fazer. O que OR deseja é ir baixando os salários, para que os países da UE compitam entre si, a ver quem os baixa mais, numa dinâmica que nos levará ao nível do Bangladeche. Esta descida de salários, juntamente com os cortes, está a criar-nos um problema enorme de falta de procura. Mas isto é demasiado complicado para o entendimento de OR.

Estas políticas, que OR está a impor, foram definidas, com razão, como um austericídio. A única interpretação para a insistência é, ou o seu dogmatismo, impermeável à evidência empírica, ou uma extraordinária incompetência, o que não excluo. Conheço bem como funciona cada uma das instituições da Troika (tenho pessoas conhecidas que trabalham nelas e, pela minha profissão, tenho de ler os seus documentos) e é surpreendente a insuficiência de conhecimentos, quando não mera incompetência. Um caso muito claro desta incompetência é a afirmação que fez, em Dezembro de 2013, dizendo que a Espanha estava, já, a sair da crise. Três semanas mais tarde, em 23 de Janeiro de 2014, anunciava-se que o desemprego havia aumentado, chegando ao nível máximo alcançado até então. O mesmo está, agora, a acontecer. E o Sr. OR, muito tranquilo, dando entrevistas, sem que nenhum jornalista lhe apresente os dados, que põem em causa os seus dogmas. Na realidade, tal personagem não poderia manter qualquer credibilidade, se não fosse a docilidade dos grandes media, controlados pelo grande capital. Claro como água.

Artigo de Vicenç Navarro, publicado em publico.es. Tradução de Maria José Santos.

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Bolsa bancos consome 42% do orçamento federal

By anacao - Last updated: Saturday, January 11, 2014

Bolsa bancos consome 900 bilhões

São cerca de dez vezes mais que o bolsa familia paga aos pobres brasileiros

E mesmo sendo um valor astronômico, imprensa brasileira não dá um pio. Mas e os diversos paladinos que falam mal do bolsa família, por que será que também não falam nesse absurdo? só tem uma explicação: “porque não passa nas tvs”, ai não tem como serem acionados. O que fica claro é que muitos tem linguá afiada para falar mal do chamado bolsa esmola, mas quando se trata de enfrentar os grandes, dai ninguém sabe de nada…

fonte: http://www.ecofinancas.com/noticias/divida-publica-cresce-controle

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Prisão de supostos mensaleiros

By anacao - Last updated: Wednesday, November 20, 2013

Prisão de supostos mensaleiros é atentado grave aos direitos civis no Brasil A prisão, em 15 de novembro, dos diversos acusados de fazerem parte de um suposto esquema de mensalão, trouxe um dos maiores prejuízos aos direitos no Brasil. A forma como foram presos, o dia – em feriado – com a violação do regime fechado/semi-aberto mostrou a nú a fragilidade com que nossa democracia pode ser abatida por qualquer um em cargo de Ministro de STF, como fez Joaquim Barbosa.

Ainda ha de considerar, que um dos que receberam ordem de prisão (Pizolatto) evadiu-se para a Italia, a fim de fazer ver ao mundo o absurdo tanto do julgamento sem provas quanto aos tramites do proprio julgamento da AP470.

Pois bem, passado o susto do povo brasileiro com essas ações autoritárias vindo do STF, voltemos a paz democratica que tanto buscamos, pondo fim a carreira dos tiranos que, travestidos de juízes, tornam-se algozes de seus adverários politicos, de forma que tornam-se não servidores da justiça, mas somente joguetes de forças escusas que atuam contra o Brasil.

 

Ernesto Pilotto Neto, jornalista e ativista dos direitos civis.

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Economia estagnada mas lucros dos capitalistas em alta

By anacao - Last updated: Thursday, July 25, 2013

A extrema cupidez do sistema financeiros internacional unida aos meta capitalistas continuam a trazer ruína ao mundo. Até quando sofreremos por causa de uma centena de exploradores?

Segue artigo do PCO

 

Impostos aumentam apesar da paralisia da economia

O peso principal recai sobre os trabalhadores enquanto os grandes capitalistas sugam o grosso dos recursos da sociedade. Somente a parasitária dívida pública consome mais de 45% do orçamento público federal

A Receita Federal divulgou recentemente que, em maio deste ano, a arrecadação foi de R$ 87,8 bilhões, o que representou um recorde para esse mês, com um crescimento de 5,8%.

O acumulado dos cinco primeiros meses do ano superou os R$ 458,3 bilhões, um pouco superior à arrecadação do mesmo período do ano passado.

De acordo com o secretário da Receita, Carlos Alberto Freitas Barreto, a expectativa é que este ano feche com um crescimento entre 3% e 3,5% na comparação com o ano passado, quando tinha sido batido recorde.

O gasto público primário, descontando os juros da dívida pública, aumentaram em 6% e as despesas de custeio subiram 16%.

Sendo que as desonerações somaram R$ 35 bilhões, como é possível que a arrecadação tenha aumentado? De maneira direta, em primeiro lugar, houveram R$ 3 bilhões relacionados com o pagamento de tributos relacionados com a abertura de capital da BB Seguridade, a divisão de seguros do Banco do Brasil. O PIS e a Cofins cresceram 6,5% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, a receita previdenciária em 3,05%, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica em 2,9% e o da Pessoa Física em 4,41%. Esses percentuais chamam a atenção por não coincidirem com a paralisia econômica, o que se explica pelo aperto fiscal sobre as pequenas e médias empresas, o aumento dos produtos importados, que não tiveram isenções adicionais, e o aumento da massa salarial dos empregados formais.

A arrecadação de impostos mostra o caráter altamente usurário do regime burguês que direciona o grosso dos recursos para garantir os lucros dos capitalistas. Somente os serviços de pagamento da dívida pública consomem mais de 45% do orçamento público federal.

O grosso dos impostos pesam sobre os trabalhadores, pois oneram o consumo e o trabalho assalariado. As grandes empresas, além de pagarem impostos reduzidos e gozarem de incentivos, têm se beneficiado das isenções.

O “sonho” do estado barato é impossível de ser atingido sob o regime burguês que se vale do gigantesco aparato burocrático para controlar as massas trabalhadoras. Esse “sonho”, de fato, não é um sonho, mas se trata de uma realidade não somente possível, mas que representa a principal reivindicação do governo operário e camponês que deverá ser formado sob a base dos conselhos populares e da população armada, sob os escombros do estado burocrático e policialesco atual.

http://www.pco.org.br/economia/impostos-aumentam-apesar-da-paralisia-da-economia/aieo,j.html

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Regulamentar a mídia é uma necessidade constitucional

By anacao - Last updated: Thursday, May 30, 2013

Governar um país é manter a imprensa verdadeira informando ao povo. Esta certa a presidenta Cristina, e no Brasil, devemos ter leis que regulamentem nossa mídia, que ao fim, vive de extorsão contra governos, desde o municipal até o federal.

Queremos lembrar ao verbas bilionárias que os governos despejam para os principais veiculos de comunicação, como as redes de TV.

Enfim, controle da midia é questão legal, quem consegue governar com uma mídia que vive de subornos?

Nos EUA, como na Argentina, ou qualquer nação civilizada, existe sim a responsabilidade legal dos grandes meios de comunicação de manterem uma postura informativa, opinando também, mas que respondam legalmente por isso, como qualquer serviço prestado.

Autor: Ernesto Pilotto Neto

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Falsos e não representativos movimentos sociais a abusar pela internet

By anacao - Last updated: Friday, May 24, 2013
Em vez de lutaram pela justiça, diversos ” movimentos sociais organizados pelos direitos da criança e do adolescente” sem representatividade nenhuma, nem dos jovens e nem da população, “estão preocupados com o crescimento das correntes que defendem a diminuição da maioridade penal no Brasil”.
A noticia é da TVT. E, ainda “Ontem, mais de 30 organizações se reuniram com parlamentares na comissão pública de seguridade social e família da Câmara dos Deputados, em Brasília. Eles apresentaram um estudo sobre as leis que tratam sobre o tema no congresso. São mais de mil e 500 projetos em tramitação. A maioria penaliza os menores”. Não é novidade que diversos movimentos sem representação nenhuma desejam passar a mão na cabeça dos menores marginais. Possivelmente por que estejam ou recebendo verbas de algum setor retrógrado do governo ou do próprio crime organizado que usa menores para perpetrar crimes e realizar o tráfico de drogas.
Em nossa opinião, esses movimentos devem tomar outros rumos e seguir a vontade popular, que é soberada.
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