O bom cidadão e o filantropo – parte II

By anacao - Last updated: Tuesday, August 19, 2014

Parte II

Convenhamos que, a pressão para sermos caridosos e filantropos é imensa. Existem mentes poderosas que nos incentivam a fazer a caridade. E isso é muito bom. Mas não chega.

Imagine agora o mesmo Filantropo, o caridoso, que doa do seu salário 500,00 reais por mês. Que não nega comprar uma rifa ou bilhete para ajudar na caridade. Que doa para entidades que precisam. Que bonito, e isso é louvável. E que diria se esse mesmo cidadão, fosse corrupto? Não você diria, isso não é possível. E isso é mais comum e frequente do que se pensa. Os maiores filantropos, são os piores cidadãos, porque em geral, tentam compensar seus deslizes na condução de seu negócio (publico ou privado) com imensas doações de caridade.

E esse ainda, não é o pior cidadão. Tem pior.

E que diria se, o cidadão em questão, além de corrupto, sonegador por exemplo (sonegador é considerado um péssimo cidadão por mais que se justifique) ainda fosse mais longe no quesito corrupção, como lavagem de dinheiro ou colocar valores em paraísos fiscais. Dirias que faz porque assim a legislação permite. E permite mesmo, pois não há legislação mundial para prevenir que lavadores de dinheiro, frutos de exploração de países emergentes ou pobres, ou dinheiro vindo da corrupção publica, sejam investigados.

Há portanto, uma diferença entre filantropo e o bom cidadão muito óbvia até pelos resultados materiais concretos. Digamos que é mais fácil ser caridoso do que ser bom cidadão, pois ser cidadão consciente exige mais de si que a mera caridade, em geral formal e representa infimamente que o bem que o bom cidadão faz. Por essa mesma lógica, o bom cidadão – cidadão consciente – é não se deixar explorar. Entramos em assunto temeroso e controverso principalmente para políticos e autoridades. Isso mesmo: não se deixar explorar ou não deixar que o que esta sob sua responsabilidade seja espoliado é ser bom cidadão, cidadão consciente. Pois o que entrega os bens de sua pátria, família, suas terras e valores a exploração de outrem, ou os facilita, é um péssimo cidadão. Poderá fazer o quanto quiser de caridade, até doar tudo que tem aos pobres, ir na igreja, confessar, dar dizimo, ajoelhar no altar, de nada valerá já que suas atitudes afetaram a vida de milhares de pessoas, negativamente. Sem contar que há prejuízos morais e mesmo materiais, que ele nunca conseguiria repor, nem com uma vida inteira de trabalho, ou varias.

É sempre nosso desejo deixar bem claro que a corrupção atual não pode ser admitida. Mas é nosso desejo que os fracos de espirito, os maus cidadãos, sejam enquadrados tão perfeitamente ou mais que os próprios corruptos, pois o servil e subserviente aos interesses estrangeiros é tão ou mais criminoso que qualquer corrupto que exista, e o servil sem dúvida é a pior forma de corrupção existente, pois é deformação moral e de caráter. Ora, se é assim, que diremos também dos que deixam milhões ou bilhões nos paraísos fiscais para fugir a suposta ganância dos tesouros nacionais?

Tudo tem um limite. O limite atual esta sendo atingido pela humanidade, onde deveremos ser obrigatoriamente filantropos – como os milionários e bilionários em geral o são – mas também proteger e velar pela natureza, pelo patrimônio nacional de nossa origem, pois que ser cidadão é ser valente, altivo e nunca submisso a corrupção e muito menos a interesses escusos que possam vir a prejudicar nossa pátria. A isso alguns podem chamar patriotismo, e nós aqui chamamos somente ‘bom cidadão’.

Há níveis de malefícios que um ser humano pode alcançar. Há decisões, que causam tanto prejuízo a uma nação que chegam na casa dos milhões, bilhões e até trilhões, e essa pessoa pode ser a melhor do mundo, o mais caridoso, incorruptível, mas tomou um decisão desastrosa e deve pagar por isso. É interessante que muitos querem ser políticos e autoridades, por todas as benesses e vantagens, sem pensar na responsabilidade que assumirão. E já que não há uma justiça efetiva contra más decisões e nem contra tolices administrativas, tudo se torna fácil para o incompetente, por mais burro que seja, escapa da justiça e pode até passar por politico/autoridade honrado/a. E um país que a lei funciona ou funcionasse, deveria ser é uma coisa temerosa de se ser autoridade, pela alta responsabilidade e possibilidade ímpar de prejudicar ou beneficiar a muitos.

A hora de assumir responsabilidades pelo que se faz é agora. A imprensa é outra que não tem ajudado muito o povo a pensar mais corretamente, e preferem incentivar que se corra atrás dos ladrões de potes de margarina. Pede a prisão deste e daquele politico que desviou X do patrimônio publico, esse que fez trafico de influencia, digamos que é a tal politica de sempre, mas esquece os maiores bandidos de todos os tempos, o criminoso mor que se chama lesa pátria. Contra esses, nossa imprensa não dá um pio. Pois estamos lidando com mafias gigantescas que poucos se atrevem a combater. Essas mafias ou políticos servis, em um país com mão pesada na defesa dos reais interesses nacionais são considerados traidores. Aqui, nós temos um país acostumado a subserviência, graças a falta de caráter e força de nossos políticos e autoridades, que mais querem aparecer que fazer, e ainda estão prestando mais atenção ao mosquito, enquanto o elefante passa por nós.

Acreditamos no Brasil e que o povo mesmo seja suficientemente forte para segurar as rédeas e dar novos rumos a questão de direitos e soberania, que se torne um povo que preze a justiça desde o maior ao menor – mas principalmente ao maior antes, para que todos saibam que a justiça realmente funciona.

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O bom cidadão e o filantropo – parte I

By anacao - Last updated: Tuesday, August 12, 2014

Parte I

O bom cidadão faz bem seu trabalho. Cumpre todas as regras, cumpre horários. Sim, e cumpre contratos. Essa é a primeira analise do bom cidadão, e esta correta. E se analisarmos mais profundamente, há ainda outras características que tornam o bom cidadão em ótimo cidadão. Digamos que, a nosso ver, são primordiais.

Como exemplo citamos que para ser ótimo cidadão tem de corresponder todas as expectativas que a humanidade e a sociedade espera dele. Não basta não ser corrupto. Não ser burro ou servil seria a principal se um dia esse cidadão quiser servir o público, como politico ou autoridade. Não basta fazer a coisa certa, tem de ser forte e sábio o suficiente para não se deixar enganar e não ser enganado.

Vamos dizer que o bom cidadão vai economizar água ao escovar os dentes, e fecha a torneira, durante a escovação. Ótimo. E esse mesmo cidadão agora vai lavar o carro, deixando a água na mangueira aberta enquanto lava o veiculo. Adiantou a economia anterior? não. Esse é o cidadão pela metade. O mesmo se dá na politica. Não adianta não ser corrupto. Tem de ser honesto e inteligente ao mesmo tempo, porque há negócios públicos que se mal feitos são milhares de vezes piores que a corrupção, e causam tanto dano as cidades, estados e ao pais que era melhor um jumento sentar na cadeira de politico ou autoridade, pois que se se omitisse de realizar ou fazer , isso teria sido um ganho para a população.

Entre as dezenas de assuntos que são piores que a corrupção, pois trata-se da burrice plena de imbecis, falamos inicialmente da demarcação de terras supostamente indígenas. Bem, diz o patife com a caneta na mão, esta na Constituição, temos de fazer…. porem o mesmo desmiolado não lembra que há centenas de assuntos que estão na Constituição, como segurança e moradia, e nada disso é cumprido. Mas o suposto político/autoridade faz exatamente o que perturba milhares de pessoas.

Aos ignorantes da demarcação das terras indígenas, nós indicamos a leitura de “A Fabricação do Império Americano” de Sidney Lens. Nesse livro, que deveria ser lido pelos supostos políticos, esta claro já nos idos dos anos 1800, que os políticos estadunidenses tinham a visão que a demarcação de supostas terras indígenas eram um plano da Inglaterra (do qual os EUA eram recém liberta colonia) de começar a se apropriar de terras novamente e incentivar a rebelião contra o poder central. Aqui não, no Brasil, onde ignorantes tem a caneta na mão, são mais burros que os políticos norte americanos de 200 anos atrás. Por isso continuamos a ser um país servil e colonial.

Em contrapartida, outros pontos da Constituição que deveriam ser garantidos a nós, brasileiros, ficam a ver navios. Por que será que exatamente esses supostos políticos, autoridades estão assim interessados nessa demarcação de terra indígena? A quem estão obedecendo? pois ao povo brasileiro é que não é. Se você é autoridade ou politico, pense muito bem antes de assinar qualquer desapropriação, demarcação ou algo que seja estimulado por ong’s internacionais ou mesmo órgãos internos do governo ou justiça. Pois há interesses escusos e criminosos que em qualquer outro pais do mundo resultariam em cadeia, por lesa pátria e traição, no Brasil, pais onde só se cumprem leis que interessam ao estrangeiro ou a meia duzia de exploradores, isso dá uma simples manchete.

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As Liberdades Civis correm risco no Brasil

By anacao - Last updated: Wednesday, August 6, 2014

Porém, já adiantamos que não estamos falando de marco civil. Essa preocupação com marco civil é puramente política e faz parte da campanha da oposição. Marco civil tem em qualquer país civilizado, onde se deve responder pelo que se faz.

Também não tem nada a ver com ações do governo atual, que falsamente alguns desinformados chamam de comunista/socialista, pois de socialista esse governo tem é nada, pois aqui, depois de 2002, nunca houve tanta oportunidade de estudar e trabalhar.

Estamos então falando dos direitos, das garantidas individuais. Como o direito a Privacidade (essa no sentido da autoridade não se meter onde você quer ir, como esta indo, o que esta fazendo), Defesa (e autodefesa), Opinião (abrindo o bico contra uma suposta autoridade os tribunais brasileiros favorecem a autoridade, em vez do povo).

Hoje estamos infestados de leis, e é tanta a quantidade de patifes fazendo leis nas costas do povo que é triste ver que para sua classe de políticos o próprio não faz e nem cria nenhuma lei para que tomem vergonha na cara. Uma delas foi a da lei seca, mais uma para rotular o trabalhador de bêbado, se for pego porque tomou meia lata de cerveja em uma almoço com a família. Porém o deputado sujo que fez tal lei, nunca fez uma lei sequer para banir maus políticos, combater os criminosos, e nem proteger os interesses nacionais. É mais sem serventia.

Tem tanto sujo nessa politica fazendo leis em cima do povo que é de temer pelos nossos direitos. Agora nossa preocupação se torna visível ao leitor, mais clara, e que devemos manter em nossa mente aquele lema:

“Para garantir nossa liberdade, temos que vigiar eternamente”

Outra é a possibilidade de defesa. Hoje a burocracia, altas taxas, obstrução da propriedade e porte de armas é outra porta por quais os bandidos se veem livres para fazer sofrer a sociedade. A absurda lei do desarmamento começou com o ‘presidente’ Fernando Henrique, lei 9437/97 que implantou o sinarm, que é o rigor para o cidadão possuir e portar armas. Assim essa lei foi rigorosa com o povo honesto, mas os bandidos continuaram melhor e mais armados, e ninguém foi tão corajoso de tirar as armas dos bandidos. Mas do trabalhador foi fácil, alias, tudo é fácil contra o povo, inclusive fazer mais leis e impostos, menos para fazer contra os bandidos, dai sim, o politico mostra sua cara de covarde e incompetente que é.

Falando em covardia, nos faz lembrar a incrível capacidade de no serviço publico acabar acolhendo sempre os piores homens. Dizemos isso porque sabemos que a covardia para enfrentar os problemas quando se torna servidor ou autoridade publica é inversamente proporcional a inteligencia. Esses concursos públicos brasileiros são uma vergonha, uma fraude grotesca com o povo, pois o concurso só visa a inteligência, nunca a coragem de fazer as mudanças necessárias ao povo nem combater os criminosos. Não é possível que haja tantos melindrosos no serviço publico que só usem a inteligencia para ferrar o povo, enquanto os serviços públicos estão totalmente falidos, mal administrados, cheio de corruptos enquanto mafias criminosas se apossam da coisa e da maquina publica. As investigações da justiça são muito fraquinhas contra as máfias (exemplos: das concessões, das privatizações, da subserviência a interesses estrangeiros, do transporte publico, do lixo, dos radares, do valor da carta de motorista que é a mais alta do mundo, das demarcações supostas das terras indígenas que são inspiradas por ong’s suspeitas, etc, etc são dezenas, mas caso se investigue essas faremos um grande avanço) Ora, se somente a inteligência para passar nos concursos for suficiente para encher os quadros de servidores, não esperemos nenhuma melhora nos serviços públicos, mas nenhuma mesmo, mas sim a piora crescente, pois continuaremos cheios de bundas moles atrás dos balcões sem nenhum interesse em servir o povo ou melhorar os serviços prestados, pois isso não é questão de inteligência mas de boa vontade. E na segurança publica, justiça, administração penal, idem, pois há o inteligente mas medroso que não honra o salario, alias, há muitos cargos que o sujeito quer somente o ‘seu’ limpo no final do mês, sem se incomodar, (por que então entrou para o serviço publico?) são diversas questões para parar e refletir. Muitos assim, desprezam sua missão de servir e não dão contribuição para a sociedade e menos ainda explicação, pois a mentira é frequente nas explicações a sociedade. Mas agora, se é para fazer mais leis para ferrar o povo, por favor, não faça nada, pois então ficamos com o ditado: “mais ajuda quem menos atrapalha”.

A decepção é sempre maior do povo com suas autoridades. Temos de nos unir e planejar como vamos construir ou continuar construindo um Brasil melhor. Deixarmos de ser um país de miseráveis e com mais oportunidades já foi um começo ótimo, mas agora temos de ficar alertas e combater os vícios da democracia, que são um excesso de leis vindo dos parasitas institucionais, políticos e autoridades grudadas como sangue sugas no suor e trabalho do povo. Quem não quer mudar ou melhorar, deve pelo menos não atrapalhar. Sejamos mais firmes na condução dos negócios públicos. A coisa publica exige coragem, distinção e altivez, mesmo que para isso não agrademos o andar de cima.

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O politicamente correto

By anacao - Last updated: Wednesday, August 6, 2014

 O Politicamente Correto como Discurso Contra a Humanidade e a Liberdade

O crescimento do suposto politicamente correto é tão preocupante quanto o crescimento do conservadorismo nos últimos anos. Temos observado nas redes sociais, blogs, cada vez mais uma rispidez contra os avanços ditos sociais. E isso é apenas um equilíbrio justificável para tanto deslize que é cometido por ingerências de supostos lideres e políticos progressistas. Observe e esteja atento: existe uma prática de discurso que esconde perfeitamente crimes contra a Liberdade.

O politicamente correto infelizmente pode causar mais danos em meses do que o conservadorismo causou em séculos. A cada dia, uma nova politica chamada correta vem até nosso encontro e representam mas escondem mais perigos para a Liberdade dos povos do que se pode imaginar a primeira vista: rigor no controle de armas para o cidadão honesto enquanto os bandidos não tem um minimo de punição, aumento contínuo de leis, taxas e multas no dia a dia para o trabalhador, demarcações de supostas terras indígenas que abrem espaço a pilhagem internacional, aumento de controle contínuo do Estado em assuntos das liberdades individuais como consumo de bebidas, locomoção, velocidade do seu veículo, controles no trânsito com suas multas, radares, com o discurso falso de sua segurança. Quando não somente para arrecadar mais dinheiro para empresas, políticos e  cofres públicos, escondem algo mais perigoso e iminente para a democracia: tirania disfarçada.

E mesmo com todo esforço e espoliação contra o cidadão, este não recebe um minimo de contrapartida aceitável. Dessa forma, o que se cria é mais crimes, violência, miséria e revolta para a população.

Grupos conservadores crescem assustadoramente nos últimos anos. Sim, preocupante. O ser reacionário é criado para contrapartida para as modernas políticas inconsequentes. Ser conservador não é opção mais indicada, e sim um perfil independente que leve a reflexão contínua.

 

“Que seu desejo de melhorar o mundo não acabe com a liberdade de outrem”

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Banco dos BRICS, uma outra ordem à vista

By anacao - Last updated: Wednesday, July 16, 2014

Uma outra ordem acaba de ser implantada no Brasil, dia 15 de julho. Os BRICS, que são Brasil, Russia, China, Índia e Africa do Sul se reuniram, por seus chefes de Estado, e decidiram pela criação de um Banco de Desenvolvimento e Apoio com capital inicial de mais de 100 bilhões de dólares.

A excelente iniciativa marca mais uma vez a possibilidade de vermos uma alternativa a atual esfacelada Europa, que praticou a austeridade e desemprego sem resultados. Foi o mesmo plano desastroso que o Brasil foi submetido entre 1995 a 2002.

Os países em desenvolvimento que mantém relativa autonomia mundial, não mais se submetem a autoridade de organismos que só fazem desastres por onde passam, como FMI e suas receitas para destruir países e manter a dependência. Diversos organismos internacionais, com seus planos de austeridade para o povo e sempre somente para o povo não passam mais despercebidos para esse mesmo povo.

Fonte: http://www.brasil.gov.br/governo/2014/07/banco-internacional-dos-brics-e-criado

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Neoliberais e sua vontade de falir a Europa

By anacao - Last updated: Thursday, May 22, 2014

O patético neoliberalismo da Comissão Europeia

Um dos personagens mais patéticos, no cenário político europeu, é Olli Rehn, porta-voz máximo do neoliberalismo na CE: Reproduz, acriticamente, as suas receitas, que levaram a Espanha ao desastre e continua, hoje ainda, a insistir na necessidade das políticas de austeridade.

patetico

Um dos personagens mais patéticos (e não há outra forma de o definir), no cenário político europeu, é Olli Rehn (a partir de agora, OR), Comissário dos Assuntos Económicos e Monetários da União Europeia e porta-voz máximo do neoliberalismo, na Comissão Europeia. Reproduz, acriticamente, as suas receitas, que levaram a Espanha ao desastre e continua, hoje ainda, a insistir na necessidade das políticas de austeridade, afirmando que estão a dar frutos, pois a Espanha está a sair da crise. Esta posição é amplamente partilhada pela Troika (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), mesmo quando o FMI parece distanciar-se de dita posição. Mas OR é um dos dogmáticos da fé neoliberal, totalmente impermeável à evidência presente dos dados, que não confirmam o seu credo.

Foram três as políticas públicas que OR mais promoveu para Espanha. Uma é a da redução e eliminação do défice público, pois a Espanha, segundo ele, deve comportar-se como uma família, que não pode gastar mais do que o que tem, apresentando o défice público como causa da crise. O que é extraordinário é que este personagem (assim como muitos dos analistas económicos defensores deste dogma, amplamente promovidos nos media, tanto na Catalunha, como no resto da Espanha) esteja, constantemente, a sublinhar que o elevado défice público espanhol é a causa da crise económica atual, em Espanha. A não ser que o défice público baixe e seja eliminado, a Espanha – segundo OR – não sairá da grande depressão (em Espanha, falar de recessão é, claramente, insuficiente para definir a situação económica). E os jornalistas que o entrevistam tomam nota e publicam esta explicação da crise, sem nunca fazer, ao Senhor OR, a pergunta óbvia: dado que Espanha tinha um superavit e não um défice quando a crise se iniciou, como pode o Senhor dizer que a causa da crise é o défice público, quando a Espanha estava com superavit? O facto de os jornalistas não lhe fazerem esta pergunta, tão óbvia, é sinal de que os jornalistas deste país parecem não entender os indicadores económicos.

Na realidade, todos os dados mostram que foi a crise que criou o défice público e não o contrário. O enorme desemprego, criado, em parte, pelas políticas de austeridade e cortes na despesa pública, foi o que criou um abrandamento da procura e do crescimento económico, causa da dramática redução das receitas do Estado (consequência de que a grande maioria dos impostos, em Espanha, se baseia nos rendimentos do trabalho e muito pouco nos do capital). Foi isso que fez disparar o défice público. A combinação de cortes na despesa pública com a redução das receitas do Estado, resultado, entre outros fatores, do desemprego (26% da população ativa), foi o que causou o disparar do défice público. Os dados que apoiam esta interpretação estão aí para quem quiser ver. Dizer, como OR continua a dizer, que o elevado défice público foi o que causou a crise é mais do que uma frivolidade. É uma falsidade, que não pode ser atribuída à ignorância. Mas, o que é igualmente censurável é o silêncio dos media, resultado da sua enorme docilidade para com o poder.

O outro erro (que, de novo, poderia definir-se como falsidade) é a afirmação de que o Estado é como uma família, que toda a gente sabe que não pode gastar mais do que recebe. OR sublinha isto, continuamente, e fica com a mesma cara. O diário digital “Nada es gratis”, de Fedea, a plataforma do grande capital, cuja ideologia é o neoliberalismo, repete também, constantemente, esta frase. Pelos vistos, a família Rehn deve ser multimilionária e compra tudo a pronto (seja uma casa ou um carro). Mas, a maioria das famílias endivida-se, isto é, a economia familiar funciona com base no crédito. E o mesmo se passa com os Estados, que têm de pedir dinheiro emprestado para educar os nossos filhos e netos, para investir em infraestruturas, que também os beneficiarão e um longo etc.

Mas há um outro problema na homologação das famílias com os Estados, que, pelos vistos, OR desconhece. O Estado pode ter o que uma família não pode ter. Quer dizer, pode ter um banco central, que imprima dinheiro e ajude a que os juros que tem de pagar pelos seus títulos de dívida pública não sejam mais elevados do que aquilo que o Estado pode pagar. Os bancos centrais podem comprar dívida pública e, com isso, forçar os juros a baixar. As famílias não têm esta possibilidade. Mas, o que OR parece desconhecer é que, na UE, os Estados nem sequer têm bancos centrais que os possam ajudar. E aí está o problema, que os Estados são muito vulneráveis à especulação dos mercados financeiros, pois não estão protegidos pelo Banco Central Europeu, que, como já disse muitas vezes, não é um banco central, mas um lóbi da banca. Daí que a Espanha tenha tido que pagar uma quantia elevadíssima de juros para obter dinheiro da banca privada. E o Sr. OR foi um dos que apoiaram este sistema. E, agora, tem a ousadia de dizer que o Estado tem uma dívida pública demasiado elevada e um défice público demasiado elevado e que daí surja o problema de não poder conseguir empréstimos a juros razoáveis, pois os famosos mercados financeiros não confiam nos Estados.

A nula credibilidade desta posição apareceu claramente quando o Sr. Draghi, com uma só frase (indicando que compraria dívida pública), provocou uma descida dos juros que o Estado espanhol pagava, de forma automática e significativa. Se o BCE tivesse dito e feito isto, inicialmente, a recessão não teria ocorrido como ocorreu. Isto é, novamente, óbvio. Mas, os jornalistas nunca lhe fizeram esta observação.

Outra frivolidade deste personagem é a sua outra proposta para sair da crise: a redução dos salários para tornar a economia mais competitiva. Outro dogma neoliberal. É interessante que o Sr. OR nunca (repito, nunca) tenha sugerido baixar os lucros empresariais (pois, segundo os livros de economia, os lucros fazem parte, também, dos custos de produção e, portanto, os preços poderiam, igualmente, baixar, mediante a redução dos lucros). Na realidade, à medida que os salários têm descido, os lucros têm aumentado. Então, por que não reduzir os lucros? Isso não está no cenário do Sr. OR. Quando fala de sacrifícios, supõe-se que só os trabalhadores têm de os fazer. O que OR deseja é ir baixando os salários, para que os países da UE compitam entre si, a ver quem os baixa mais, numa dinâmica que nos levará ao nível do Bangladeche. Esta descida de salários, juntamente com os cortes, está a criar-nos um problema enorme de falta de procura. Mas isto é demasiado complicado para o entendimento de OR.

Estas políticas, que OR está a impor, foram definidas, com razão, como um austericídio. A única interpretação para a insistência é, ou o seu dogmatismo, impermeável à evidência empírica, ou uma extraordinária incompetência, o que não excluo. Conheço bem como funciona cada uma das instituições da Troika (tenho pessoas conhecidas que trabalham nelas e, pela minha profissão, tenho de ler os seus documentos) e é surpreendente a insuficiência de conhecimentos, quando não mera incompetência. Um caso muito claro desta incompetência é a afirmação que fez, em Dezembro de 2013, dizendo que a Espanha estava, já, a sair da crise. Três semanas mais tarde, em 23 de Janeiro de 2014, anunciava-se que o desemprego havia aumentado, chegando ao nível máximo alcançado até então. O mesmo está, agora, a acontecer. E o Sr. OR, muito tranquilo, dando entrevistas, sem que nenhum jornalista lhe apresente os dados, que põem em causa os seus dogmas. Na realidade, tal personagem não poderia manter qualquer credibilidade, se não fosse a docilidade dos grandes media, controlados pelo grande capital. Claro como água.

Artigo de Vicenç Navarro, publicado em publico.es. Tradução de Maria José Santos.

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Bolsa bancos consome 42% do orçamento federal

By anacao - Last updated: Saturday, January 11, 2014

Bolsa bancos consome 900 bilhões

São cerca de dez vezes mais que o bolsa familia paga aos pobres brasileiros

E mesmo sendo um valor astronômico, imprensa brasileira não dá um pio. Mas e os diversos paladinos que falam mal do bolsa família, por que será que também não falam nesse absurdo? só tem uma explicação: “porque não passa nas tvs”, ai não tem como serem acionados. O que fica claro é que muitos tem linguá afiada para falar mal do chamado bolsa esmola, mas quando se trata de enfrentar os grandes, dai ninguém sabe de nada…

fonte: http://www.ecofinancas.com/noticias/divida-publica-cresce-controle

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Prisão de supostos mensaleiros

By anacao - Last updated: Wednesday, November 20, 2013

Prisão de supostos mensaleiros é atentado grave aos direitos civis no Brasil A prisão, em 15 de novembro, dos diversos acusados de fazerem parte de um suposto esquema de mensalão, trouxe um dos maiores prejuízos aos direitos no Brasil. A forma como foram presos, o dia – em feriado – com a violação do regime fechado/semi-aberto mostrou a nú a fragilidade com que nossa democracia pode ser abatida por qualquer um em cargo de Ministro de STF, como fez Joaquim Barbosa.

Ainda ha de considerar, que um dos que receberam ordem de prisão (Pizolatto) evadiu-se para a Italia, a fim de fazer ver ao mundo o absurdo tanto do julgamento sem provas quanto aos tramites do proprio julgamento da AP470.

Pois bem, passado o susto do povo brasileiro com essas ações autoritárias vindo do STF, voltemos a paz democratica que tanto buscamos, pondo fim a carreira dos tiranos que, travestidos de juízes, tornam-se algozes de seus adverários politicos, de forma que tornam-se não servidores da justiça, mas somente joguetes de forças escusas que atuam contra o Brasil.

 

Ernesto Pilotto Neto, jornalista e ativista dos direitos civis.

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Economia estagnada mas lucros dos capitalistas em alta

By anacao - Last updated: Thursday, July 25, 2013

A extrema cupidez do sistema financeiros internacional unida aos meta capitalistas continuam a trazer ruína ao mundo. Até quando sofreremos por causa de uma centena de exploradores?

Segue artigo do PCO

 

Impostos aumentam apesar da paralisia da economia

O peso principal recai sobre os trabalhadores enquanto os grandes capitalistas sugam o grosso dos recursos da sociedade. Somente a parasitária dívida pública consome mais de 45% do orçamento público federal

A Receita Federal divulgou recentemente que, em maio deste ano, a arrecadação foi de R$ 87,8 bilhões, o que representou um recorde para esse mês, com um crescimento de 5,8%.

O acumulado dos cinco primeiros meses do ano superou os R$ 458,3 bilhões, um pouco superior à arrecadação do mesmo período do ano passado.

De acordo com o secretário da Receita, Carlos Alberto Freitas Barreto, a expectativa é que este ano feche com um crescimento entre 3% e 3,5% na comparação com o ano passado, quando tinha sido batido recorde.

O gasto público primário, descontando os juros da dívida pública, aumentaram em 6% e as despesas de custeio subiram 16%.

Sendo que as desonerações somaram R$ 35 bilhões, como é possível que a arrecadação tenha aumentado? De maneira direta, em primeiro lugar, houveram R$ 3 bilhões relacionados com o pagamento de tributos relacionados com a abertura de capital da BB Seguridade, a divisão de seguros do Banco do Brasil. O PIS e a Cofins cresceram 6,5% na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, a receita previdenciária em 3,05%, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica em 2,9% e o da Pessoa Física em 4,41%. Esses percentuais chamam a atenção por não coincidirem com a paralisia econômica, o que se explica pelo aperto fiscal sobre as pequenas e médias empresas, o aumento dos produtos importados, que não tiveram isenções adicionais, e o aumento da massa salarial dos empregados formais.

A arrecadação de impostos mostra o caráter altamente usurário do regime burguês que direciona o grosso dos recursos para garantir os lucros dos capitalistas. Somente os serviços de pagamento da dívida pública consomem mais de 45% do orçamento público federal.

O grosso dos impostos pesam sobre os trabalhadores, pois oneram o consumo e o trabalho assalariado. As grandes empresas, além de pagarem impostos reduzidos e gozarem de incentivos, têm se beneficiado das isenções.

O “sonho” do estado barato é impossível de ser atingido sob o regime burguês que se vale do gigantesco aparato burocrático para controlar as massas trabalhadoras. Esse “sonho”, de fato, não é um sonho, mas se trata de uma realidade não somente possível, mas que representa a principal reivindicação do governo operário e camponês que deverá ser formado sob a base dos conselhos populares e da população armada, sob os escombros do estado burocrático e policialesco atual.

http://www.pco.org.br/economia/impostos-aumentam-apesar-da-paralisia-da-economia/aieo,j.html

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Regulamentar a mídia é uma necessidade constitucional

By anacao - Last updated: Thursday, May 30, 2013

Governar um país é manter a imprensa verdadeira informando ao povo. Esta certa a presidenta Cristina, e no Brasil, devemos ter leis que regulamentem nossa mídia, que ao fim, vive de extorsão contra governos, desde o municipal até o federal.

Queremos lembrar ao verbas bilionárias que os governos despejam para os principais veiculos de comunicação, como as redes de TV.

Enfim, controle da midia é questão legal, quem consegue governar com uma mídia que vive de subornos?

Nos EUA, como na Argentina, ou qualquer nação civilizada, existe sim a responsabilidade legal dos grandes meios de comunicação de manterem uma postura informativa, opinando também, mas que respondam legalmente por isso, como qualquer serviço prestado.

Autor: Ernesto Pilotto Neto

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